Aqueles que se amam verdadeiramente nunca estão separados.

– Mamãe o que significa saudade?Perguntou a pequena Gabriela.
– A saudade filha é um sentimento que aperta nosso peito com força toda vez que nós estamos longe daqueles que amamos. Foi tanto que faz até chorar!
– Nossa mamãe saudade faz sofrer tanto assim?
– Faz sim filha. Por exemplo, quando nós vamos à casa do vovô e da vovó no interior, você não fica feliz?
– Sim – respondeu Gabriela. – fico muito feliz.
– E quando você volta para cá e fica longe deles não bate saudades?
– Bate sim mamãe mas eu não sinto esta tristeza e nem choro.
– Nossa filha, como não?
– Por que eu penso que a saudade cura-se quando nós sabemos que aqueles que nos amamos estão bem, com saúde e felizes.
Fernanda, a mãe da pequena Gabriela então parou para refletir naquilo que a sua filha de apenas seis anos dissera.
A saudade é ruim, mas quando bater, lembre-se de que todos aqueles que se amam estão sempre conectados, independente da distancia física.
Quando a saudade de alguém que amas bater, pense em momentos bons, felizes, envie vibrações de amor ao universo e verá como logo a tristeza passará.
Aqueles que estão conectados pelo amor verdadeiro nunca estão separados e sim conectados por seus sentimentos e pelo amor que sentem.
COMPARTILHE com os amigos se você curtiu.
Conto da série: Pequenos contos para amar e fazer sorrir / Valter dos Santos.
Todo domingo um conto novo aqui na página.14264149_1112166382197984_8376086784902838574_n

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Tardes de autografos

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São Paulo dia 02 de Abril 2016 as 17 horas

Livraria Saraiva Shopping Jd Analia Franco

Brasilia dia 05 de Abril 2016

Livraria FNAC

O executivo e escritor Valter Dos Santos lança o livro ‘Será Amor ou Obsessão?’ No romance, o autor conta a história de dois relacionamentos distintos vividos pelas personagens Zahra e Maria e como, no decorrer da relação, elas estabelecem relacionamentos abusivos, recheados de agressões verbais e psicológicas. No decorrer da narrativa que desvenda os sinais das agressões psicológicas, que podem não deixar marcas físicas, mas deixam marcas profundas na alma. Através das personagens, o leitor é convidado a identificar os limites do amor. Esse evento contará com um bate-papo mediado pela Jolúzia Batista, socióloga do Centro feminista de assessoria (CFEMEA).

Love and Obsession

My latest romance discusses with the readers the difference between Love – true love – and Obsession.

We can only love someone by setting them free and wishing them happiness even though their happiness might mean to be apart from us.  Love is free of jealousy, possession…love isn’t selfish and above all, love doesn’t hut. Love heals.

I worked for over one and a half year on this new novel and I am very excited – more I ever been with a book launch. Why? What parent isn’t looking forward to have the entire world looking up their child and appreciate them?

Love and Obsession – or, Caged Sabia (English title) touches on a very delicate subject; verbal and psychological abuse in relationships. I believe that everyone knows a friend, a relative or a family member who suffers from domestic violence and therefore this book comes as humble and small light to try and bright the darkness many people are living in.

Brasil publication: Feb 2015.

English publication: April 2015.

 

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To stay is to stuck

A basic routine can make us feel safe, settled, but it’s that a true feeling? Are we really safe when we stick to our day to day comfort zone? Wake up in the morning, have a rushed breakfast before rushing to the underground and commute to work, socialize with the sample people everyday, come back home late at night to crash down on the sofa watching the same television shows and repeat the same cycle everyday for the rest of our lives…Is that the big meaning of love? Have we been created – by whoever and or whatever you want to believe created the human race – with this simple purpose, to follow a structured routine that lead us to ear our daily bread and keep us alive?

More I travel more I reflect on the fact that there is so much in the Universe to be seen and to be experienced.With all the magnitude of the planet.

I came to Turkey for three days – booked the flight on a saturday morning and travelled on the following monday. Simply like that. Here I am, at the restaurant of the hotel watching the heavy snow fall outside in the streets of a place I never imagined when I was a child I would meet when adult.

Coming here with no agenda gave me an open mind to simply observe this new city and its fascinating people. It’s all so overwhelming to me; the language, the habits, the streets, the building, everything.

To travel is to go back to our childhood when every single day  presented us with a new learning. Everything is new, everything is intriguing and makes you challenge yourself. Everyday in a new country, experiencing a new culture is like being back to be a child and experience life with all that novelty and  fascination.

To stay with a narrow mind, adhered to our same old habits, is to get stuck.

We keep young when we accept that life is a daily school where you must be opened to the fact that you are very far from knowing all. We become old when we stop learning. Spiritually, physically and mentally we must continue to stimulate ourselves in this incredible journey called life.

For the new year, instead of making a huge list of things I want to be for the new year, I decided to do a different list this time, instead I am making a list of all the new things I want to LEARN.

Here for a  new year filled with new adventures and discovery.

 

Amor e Obsessão

Trabalhando na revisão do novo livro: Amor & Obsessão. Não vejo a hora de dividir esta historia com todos leitores.

“Alguém que conheci ainda muito jovem. Amor de juventude, sabe? Então… ele era galanteador, bastante sedutor, e todas as moças da minha época o adoravam. Eu fiquei muito surpresa, quando descobri que ele estava apaixonado por mim. Me senti a melhor de todas, sabe? Ter o rapaz mais cobiçado do colégio, e talvez de todo o bairro, enamorado de mim era algo surreal. Infelizmente, e quero frisar isso bem, infelizmente — disse pausadamente — eu me apaixonei por ele. Fui contra o conselho dos meus pais e de todos os meus amigos. Todos que me amavam tentaram me alertar de que algo estava muito errado. Ele se demonstrara muito ciumento. Tinha até ciúmes do tempo que eu passava com a minha família. Dos amigos, então, o cíumes era pior ainda! Achava que aquele ciúmes todo era sinal de amor, sinal de que ele me amava e me queria bem. Mais uma vez, contra todos os que me amavam, eu fui adiante com os planos de casamento. Nos casamos e fomos morar em uma casa bem simples, aqui mesmo no bairro da Mooca. Ele não queria que eu trabalhasse, inventava mil desculpas. Dizia que ele era o homem da casa e ele é quem deveria me sustentar e arcar com as despesas, dizia também que tinha o fato de eu não ser capaz de realizar nenhuma atividade profissional… me julgava incapaz, acredita?
— Mas você é tão inteligente — Zahra interrompeu — com certeza é capaz de realizar muitas profissões e ofícios…
Silvia bateu no peito e respondeu:
— Sim, claro que sou capaz. Porém esta é a mente de um controlador, a mente de um homem obsessivo. Ele foi aos poucos, desde o começo me alienando. Primeiro, com suas crises de ciúmes, ele foi me afastando dos meus amigos queridos e até de alguns familiares. Meus amigos não queriam estar por perto, pois ele sempre os maltratava. Já dos meus pais, fui eu quem fui me afastando. Tinha vergonha das cenas de briga e baixaria que ele fazia e, para evitar colocar meus pais em tal situação, fui aos poucos me afastando deles. Depois que eu fiquei totalmente sozinha com ele, sem muitas pessoas ao meu redor para me ajudar, ou me aconselhar, ele, então, começou a violência…
— Física? — perguntou Zahra assustada — por acaso ele começou a te bater?
— Não… a violência não era física mas, sim, psicológica. As palavras são muito poderosas. Elas podem tanto causar o bem como também ferir, e muito, alguém. Ele começou por tecer comentários do tipo: “Você não é capaz de exercer um ofício” ou “Você é burra!”. Logo depois vieram comentários mais pesados do tipo: “Você não serve para nada e além de tudo está agora ficando feia”. Todos os dias, eram comentários e mais comentários que me colocavam para baixo. Ele dizia que meus objetivos nunca poderiam ser realizados porque eu não era inteligente. Sua intenção era minar a minha autoestima cada vez mais até que eu perdesse totalmente o amor-próprio.
Zahra estava prestando muita atenção ao que Silvia lhe dizia. Em sua cabeça, era como se passasse um filme, que narrava exatamente as cenas vividas com seu marido Farzin. Silvia continuou:
— Aos poucos, sem perceber, fui perdendo minha identidade. Passei a viver com medo de absolutamente tudo. Depois de tanto ouvir que eu não era capaz, ouvir que eu era feia e que ele estava comigo por piedade, pois nenhum outro homem nunca olharia para mim, depois de tudo isso e várias outras cenas de abuso psicológico, fui me sentindo acoada. Perdi totalmente o amor-próprio, e era exatamente o que ele queria.